Os aplicativos DeFi são implantados como contratos inteligentes e as regras/lógica do aplicativo são escritas como código, em vez de serem aplicadas por empresas e documentos legais. Eles são globais e sem permissão – com uma conexão de internet, qualquer pessoa pode interagir com eles, seja em Almaty ou Anchorage.

Os aplicativos DeFi também são combináveis. Um contrato ou aplicativo inteligente DeFi pode ser usado por outros contratos inteligentes e aplicativos mais complexos, e quase todos os contratos inteligentes DeFi são de código aberto público, o que significa que todo o sistema financeiro está sendo construído de forma aberta.

O crescimento do setor, que tem pouco mais de três anos, ocorre em meio ao maior fator externo (outlier) da história, a pandemia do covid-19. A celeridade desse crescimento se dá, principalmente, pelo aumento de protocolos relevantes que hoje geram receita e movimentam transações significativas.

Orlando Telles, diretor de Research da Mercurius Cripto, casa de análise e pesquisa em criptoativos. destaca ainda outros benefícios das DeFi, como a criação de um ecossistema com funcionamento próprio; e a adoção de criptomoedas do mercado DeFi pelos investidores institucionais.

“Haverá uma diversificação do mercado de cripto com o crescimento do DeFi, que gera outro tipo de demanda. O Ethereum trilhará seu próprio caminho o poderá ter um papel tão protagonista quanto o Bitcoin e até superar seu valor”, prevê Telles.

Para o especialista, a DeFi é positivo não apenas para o mercado de cripto, mas também para o mercado tradicional, no qual existe a possibilidade de ganho de eficiência à medida em que as soluções criadas passem a dialogar com o setor.