Nuvem do SAS cresce quase 600% em um ano

por | 31 maio 2021 | Branded Content, Tecnologia e Inovação

Raphael Domingues, diretor de desenvolvimento de negócios do SAS para a América Latina - Crédito: Divulgação

Raphael Domingues, diretor de desenvolvimento de negócios do SAS para a América Latina – Crédito: Divulgação

O SAS, líder global em analytics, registrou crescimento de 8% em receita no Brasil ao longo de 2020, mesmo com as dificuldades decorrentes da pandemia. O maior desempenho foi das áreas ligadas a serviços. Os serviços de consultoria tiveram alta de 30%, assim como a área de Professional Services & Delivery. Mas a maior expansão foi de serviços de hospedagem na nuvem privada do SAS no uso de soluções de analytics, com alta avanço de 592%.

No início de maio, o SAS realizou o seu evento global e, entre outros lançamentos, anunciou a extensão do suporte nativo a outras nuvens – além  da Microsoft que já era o parceiro estratégico. Agora, juntamente ao Microsof Azure, o SAS tem suporte nativo à AWS e ao Google Cloud.

“Trata-se de uma iniciativa bastante relevante, considerando nosso objetivo de nos adequarmos às necessidades estratégicas de nossos clientes. Nosso portfólio SAS Cloud cresceu praticamente 600%.Temos uma flexibilidade grande de montar ofertas incluindo software, serviços e hosting com gestão”, diz Raphael Domingues, diretor de desenvolvimento de negócios do SAS para a América Latina.

Ele destaca ainda a evolução do portfólio de automated machine learning, que facilita a utilização das soluções pelas áreas de negócio, sem a necessidade de ser um especialista ou cientista de dados.

“Nossas soluções passam a trazer uma forma cada vez transparente insights analíticos para as áreas de negócio sem tanta necessidade de conhecimento técnico. Sem dúvida, ficou mais fácil e democrático o uso de nossas soluções; automatizando o que se pode automatizar em temos de estatística avançada”, completa Domingues.

América Latina

Na América Latina, o crescimento das receitas totais foi de 2% ante o ano anterior. Os serviços de consultoria e hospedagem em nuvem também apresentaram expansão, com alta de 17% e 326%, respectivamente. “O número consolidado de crescimento positivo foi uma conquista enorme frente ao enorme desafio, especialmente para renovação de algumas indústrias que foram impactadas pela pandemia. Tivemos uma renovação de contratos da base instalada de até dois dígitos”, sinaliza Domingues.

Ele destaca a nova estratégia para a região, baseada em três pilares que contarão com três equipes distintas. A novas áreas têm como objetivo potencializar as ofertas da empresa em novas verticais e impulsionar o uso de analytics em nuvem, visando aumentar seu market share e impulsionar as vendas em áreas estratégicas na região.

“O objetivo é sermos mais consultivos e termos a maior proximidade possível de nossos clientes.. Para isso criamos essas áreas, que trazem um expertise específico que pretendemos aprofundar ou que exploramos pouco na região”, esclarece Domingues.

A primeira área é de Business Development Managers (BDMs) com foco nas indústrias em que a empresa tem pouca presença na região Latam: manufatura, agronegócio e segurança pública, que aproveitarão o conhecimento que a companhia já possui no mercado norte-americano. Isso será feito a partir do ecossistema de parceiros de negócios do SAS, além das estruturas locais.

“Essas posições que estamos criando vão olhar necessidades do mercado, definição de oferta, plano de go to market e apoio nas vendas. A ideia é aproveitar o know how e as referências que já possuímos na América do Norte”, explica Domingues.

Um segundo time será composto por Industry Value Engineers (IVE), profissionais que terão o objetivo de atuar junto aos clientes SAS para demonstrar os benefícios de negócios e vantagens financeiros do uso de analytics na base instalada. Eles serão responsáveis pelo posicionamento das melhores estratégias analíticas nos setores de bancos, seguradoras e telecomunicações na América Latina.

“A ideia é fortalecer como posicionamos nossas soluções onde já temos presença massiva, em um patamar de valor adicional ao que hoje é percebido por nossos clientes”, define Domingues.

A terceira área visa a oferta de analytics em nuvem e no modelo Everything as a Service (XaaS). A meta é expandir a base de clientes novos na região, atuando prioritariamente em projetos greenfield.

“Esse é um time de vendas com cobertura regional América Latina com dois focos principais. Em termos de portfólio, pretendemos atuar somente em ofertas cloud as a service. O segundo foco é a expansão da base de clientes em cima do portfolio que é mais estratégico tanto do ponto de vista de mercado quanto da companhia”, acrescenta Domingues.

Ele diz que o tema de analytics e empresa baseada em dados nunca esteve tão em voga como no momento atual. A maior parte das empresas tem estratégias data oriented porque, com os desafios da pandemia e de crescimento, é mandatório extrair mais inteligência dos dados.

“Em termos de tecnologia e disponibilidade do dado vemos um cenário perfeito para a expansão da maturidade analítica dentro de corporações de diversas indústrias. Os setores financeiro e de telecomunicações são os mais avançados” diz Domingues. As operadoras estão entre as empresas que mais produz dados, mas eles ainda são pouco explorados.

“Elas usam muito o potencial analítico para finalidade interna, como gestão de experiência. Mas o desafio são novas fontes de receitas e novos serviços como microcrédito.Elas vão precisar usar dados para tomada de decisão de forma tão relevante quanto a indústria financeira”, analisa Domingues.