Conceito de golpes pela internet. Algemas sobre um teclado de computador

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A aceleração da transformação digital faz crescer as tentativas de golpes e ataques eletrônicos. Com legislação mais dura para esse tipo de crime, as campanhas de instituições e empresas do sistema financeiro nacional alertam para a conduta que as pessoas devem ter no ambiente digital.

“Quando uma pessoa sai à rua, procura proteger sua carteira de eventuais assaltos e esse tipo de hábito deve se repetir no ambiente digital”, alerta Erik Siqueira, especialista em segurança da informação da Polícia Federal, que participou nesta quinta-feira, 10, de live da Febraban sobre o tema.

Segundo o agente, a Polícia Federal tem 80 operações em curso contra fraudes ligadas ao desvio de recursos do auxílio emergencial depositados no App Caixa TEM. O primeiro passo para diminuir a atuação dos hackers, segundo Erik Siqueira, é o registro da denúncia.

Bruno Fonseca, coordenador da Subcomissão de Prevenção a Fraudes da Febraban, que também participou da live, comemorou a Lei 14.155, sancionada no fim do mês de maio, que endurece as penas previstas no Código Penal para esse tipo de crime. “A definição do que é uma fraude eletrônica e a elevação das penas é um ganho para pessoas e empresas. A internet e as mídias sociais não são uma terra sem lei”, afirmou.

‘Pirâmide’ no Pix

O Banco Central tem alertado os usuários para golpes envolvendo as transações por meio do Pix. O esquema é executado através do WhatsApp e consiste em criar um grupo e cobrar valores entre R$ 1 e R$ 5 reais para convidar outros usuários, que recebem a permissão como administrador para poderem convidar outras pessoas, dando continuidade ao esquema. Os grupos são divulgados no Facebook ou em perfis do TikTok, que gravam vídeos curtos incentivando os seguidores a pagarem para terem acesso à comunidade. Essa prática pode ser caracterizada como “pirâmide” e, nesses casos, os participantes podem ser indiciados.

A autoridade monetária chama a atenção para o compartilhamento de chaves pessoais, que podem ser o CPF, número de telefone ou endereço de e-mail.

No caso de atualizações cadastrais que resultem na clonagem bancária, o cliente jamais deve clicar em links enviados, se certificar junto à instituição bancária sobre a ação. O mesmo é recomendado para evitar clonagem no WhatsApp, onde não se deve confirmar código enviado por supostos pesquisadores de opinião. A recomendação dos especialistas é de desconfiar, sempre.