Foto de Bárbara Santiago

Bárbara Santiago – Coordenadora de Operações da {reprograma} Crédito: Divulgação

Entre os próximos dias 10 e 12 de junho, 180 meninas de várias partes do Brasil, com 14 a 17 anos, participarão de uma oficina que vai selecionar entre 35 e 40 adolescentes para um curso de programação front-end totalmente gratuito. A iniciativa é da startup social {reprograma} que, para essa ação, conta com o apoio da B3 social.

Essa será a segunda turma de adolescentes da {reprograma}, que tem como objetivo reduzir o gap de gênero no setor de tecnologia por meio da educação. Ainda nesta semana a startup paulista anunciará uma parceria com o Mercado Livre para oferecer 200 vagas para adolescentes em um curso sobre ferramentas digitais.

A startup teve início em 2016 e até 2020 desenvolvia programas educacionais voltados para mulheres maiores de idade, priorizando negras e/ou trans, visando a sua colocação no mercado de tecnologia.

Foto das mulheres que participaram de curso da {reprograma} antes da pandemia

Turma de alunas da {reprograma} antes da pandemia Crédito: Divulgação

De lá pra cá, já participaram dos cursos promovidos pela startup cerca de 800 mulheres, em mais de 25 turmas, com percentual de 96% de conclusão. Como desenvolvedoras e programadoras, 68% foram colocadas no mercado de trabalho. Para tanto, a {reprograma} conta com parcerias com grandes empresas, como Accenture, Creditas, Facebook, iFood, Nubank, XP, o parque tecnológico Porto Digital, entre outras.

A {reprograma) foi fundada pela peruana Mariel Reyes Milk e suas sócias Carla de Bona e Fernanda Faria. Muitas das mulheres que se formaram nos cursos são hoje monitoras e professoras das novas turmas.

Transformação começa cedo

“Desde que começamos o trabalho na {reprograma} nos perguntávamos por que as mulheres não estavam inseridas no mercado de TI e, em 2020, decidimos trabalhar também com adolescentes para que elas pudessem ter essa opção, antes mesmo de terminar a educação básica”, conta Bárbara Santiago, Coordenadora de Operações da startup.

O {reprograma} teens acontece 100% em ambiente online. Entre as adolescentes de todo o Brasil que se inscreveram no projeto foram selecionadas 180 para participar da oficina que acontece agora em junho. Na oficina, elas aprendem as linguagens HTML e CSS e serão capazes de colocar o seu primeiro site no ar, para enviar aos recrutadores, que escolherão as finalistas para o curso de front-end que tem duração de seis semanas.

A primeira turma do programa teens aconteceu no segundo semestre de 2020, também com o apoio da B3 social, e contou com participações de adolescentes de 11 estados brasileiros, principalmente das regiões Sudeste e Nordeste.

Para participar do curso é necessário ter acesso à internet e a um computador. A organização, no entanto, por meio de parcerias locais oferece também auxílio às alunas que não têm essa estrutura. Uma terceira turma já está prevista para o segundo semestre deste ano.

“Temos trabalhado em diversas parcerias com empresas que têm demandas para profissionais e apoiam a causa, o que viabiliza a startup. Uma nova parceria com o Mercado Livre para um curso sobre ferramentas digitais será lançada em breve para alcançar a muitas outras adolescentes”, conclui Bárbara Santiago.