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A taxa de desemprego chega a 14,7% no primeiro trimestre de 2021, conforme Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira,27, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se de a maior taxa e o maior contingente de desocupados de todos os trimestres, desde 2012.

O resultado representa uma alta de 0,8% comparado ao último trimestre de 2020, 13,9%. Isso corresponde a mais 880 mil pessoas desocupadas, totalizando 14,8 milhões na fila em busca de um trabalho no país. Em fevereiro deste ano, a taxa de desemprego era de 14,4%.

Este trimestre foi o pior momento do mercado durante o período da pandemia, segundo  Adriana Beringuy, analista da pesquisa. Ela afirma, no entanto, que o aumento da população desocupada costuma ser um efeito sazonal esperado, que ocorre todos os anos. As taxas costumam crescer com a dispensa nos primeiros meses do ano e as pessoas passam a pressionar mais o mercado de trabalho.

A taxa de informalidade foi de 39,6% no primeiro trimestre deste ano, o que equivale a 34,0 milhões de pessoas, ficando estável em relação ao trimestre anterior (39,5%). Os informais são os trabalhadores sem carteira assinada (empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos), sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria) ou trabalhadores sem remuneração.

Beringuy afirma que houve redução na maioria dos grupamentos de atividades econômicas devido à pandemia neste primeiro trimestre comparado a 2020. Houve redução especialmente no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (9,4%, ou menos 1,6 milhão de pessoas), alojamento e alimentação (26,1%, ou menos 1,4 milhão de pessoas), indústria geral (7,7%, ou menos 914 mil pessoas), transporte, armazenagem e correio (11,1%, ou menos 542 mil pessoas), construção (5,7%, ou menos 361 mil pessoas).

A ocupação cresceu somente na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (4,0%, ou mais 329 mil pessoas).